Across the Universe

20 11 2007

All you need is love

Como supor que um filme é perfeito se nem mesmo ele chegou às telonas? Se ele tiver alguma música dos Beatles na trilha sonora, já é provável que ele seja bom. E se o repertório dos Beatles for o filme?

 Across the universe é uma produção americana que estreou em terras ianques no início de setembro. Aqui no Brasil, a data programada para sua estréia é 07 de dezembro. É um musical que se passa nos anos 60, onde, junto com o protagonista (Jim Sturgess, saído das séries de TV), Jude (hey jude, don’t make it bad...), namorado de Lucy (hã,hã? Lucy, sacaram?) onde somos bombardeados pela cultura hippie, guerra do Vietnã e, lógico, quilos e quilos de Beatles.

 Não, ainda não assisti ao filme. Só acompanhei os trailers. Mas o que podemos esperar por um musical dos Beatles, com Bono Vox do U2 cantando I am the Walrus e Lucy in the sky with diamonds? E, ainda por cima, quando elenco e diretora (Julie Taymor, de Frida) dizem que tudo que queriam era fazer uma declaração de amor aos quatro rapazes de Liverpool?

 Como diz uma amiga minha, eles são os Beatles, até marcianos gostam dos Beatles.

 





1408

19 11 2007

1408... 1409,1410,1411,1412...

Não gosto da maioria dos filmes de terror. Ou me acabo de rir (como em Sexta-Feira 13, por exemplo) ou tenho sono, simplesmente (O Chamado, Exorcista). Exceção feita aos filmes com zumbis. Trauma de ter assistido um filme de Romero quando tinha uns dez anos. Bem, de qualquer maneira, fui assistir 1408, pelo mesmo motivo que assisti Jogos Mortais (um dos poucos de terror que gostei): elenco. Esse tinha Tobin Bell, 14’ tem John Cusack e Samuel L. Jackson.

Cusack é Mike Eslin, um escritor cético que publica livros sobre supostos lugares mal assombrados, até que é convencido a passar uma noite no quarto 1408 do hotel Dolphin, mesmo contra os pedidos expressos do gerente, o senhor Olin (Jackson), que lhe conta a trágica história do aposento (que, entre suicidas e mortos naturais, já colecionava mais de cinqüenta defuntos). A partir daí, se desenvolve uma das melhores histórias de terror dos últimos anos.

Ao contrário da maioria, eu não classifico 1408 como suspense. Ele usa o mesmo para construir uma atmosfera verossímil e sufocante que nos conduz aos momentos de susto. É um filme de terror. Sim, rimos muito entre um susto e outro, mas logo sentimos mais medo ao reparamos que é uma risada nervosa, por termos escapado de um grande perigo. Ou seja, quando menos nos damos conta, estamos dentro da tela, ao lado de Mike Eslin. A atmosfera funciona.

Isso só é possível pela ótima atuação de Cusack. Ele sempre foi um ator completo (na minha opinião, que é o que vale aqui, hehe) apesar de sempre estar interpretando variações do mesmo papel (o cara desajustado). Em filmes como Identidade, O Júri e Quero ser John Malkovich, ele esteve acompanhado de ótimos atores, então ficaria fácil de atestar sua qualidade. A prova de fogo está aqui, onde ele passa 80% do filme contracenando com um quarto amaldiçoado.

Porém, seria um erro não levar em conta as pontas de Jackson e da pequena Jasmine Jéssica Anthony, como filha de Eislin, que, ao contrário da maioria dos astros mirins, não é detestavelmente irritante. Mas é realmente de Cusack a responsabilidade pela atmosfera que foi citada. O espectador se identifica com ele, a princípio cético, e então, deixando-se levar pelo quarto 1408.

A direção, e, às vezes, o roteiro deixam a desejar um pouco, mas quem liga. Um elenco desses trabalha até com roteiristas em greve.





cinema e quadrinhos

19 11 2007

LJA - filme em breve.

A partir de agora teremos posts especiais para quadrinhos e cinema aqui no blog, que devem ser atualizados constantemente (cof… cof… mentira… cof…). E, bem… Aqueles fimes que forem adaptações de quadrinhos vão disputar no cara ou coroa pra saber em que categoria ficam.

Na estréia, um especial sobre o suspense 1408 e outro sobre a série Sandman, escritos originalmente para o Tarja Preta.