Pretendo que este não seja um blog sentimental. E se John Lennon permitir, ele não será. Espero escrever tantas bobagens que alguém vai ter a decência de me tirar desse mundinho “internético” (essa palavra realmente não existe). Mas, na total falta de assunto para esperança de iluminar mentes com um post de estréia (como dizem, a primeira vez é inesquecível, mas demora horrores pra acontecer, a menos que você tenha o telefone das garotas certas… ou erradas) decidi falar de uma experiência pessoal.
Não, não seria uma experiência pós-morte, um trauma incrível ou coisas do tipo que se encontram aos montes nesses programas de fim de tarde (conte-me seus problemas e eu ganharei um monte de grana com isso). Está mais pra algo pseudo-filosófico. Só lembrando que eu sou tão ruim de filosofia que, se vivesse na Grécia, morreria de fome. Nem valeria a pena gastar cicuta comigo. E ainda mais filosofia sobre a natureza humana. Tremei Pedro Bial, alguém tão canastrão quanto o senhor chegou na área.
Eu tenho/tinha a seguinte teoria: vivemos num mundo de nuances cinzas mas gostamos de ver tudo em preto e branco. Traduzindo: todo mundo pode ser sacana ou bonzinho, depende de que lado da cama acordou, mas só conseguimos enxergar uma das coisas, sempre. Ou fulano é tão legal quanto Madre Tereza de Calcutá ou é tão ruim quanto um vilão de desenho animado. E quando apostamos na Madre Tereza e descobrimos que na maioria das vezes a pessoa é um Dick Vigarista da vida, a casa cai. O que sobra pra alguns é se trancar no quarto e escutar músicas emo. Pra outros, é ir pro bar escutar Bruno e Marrone. Se bem que não consigo diferenciar Bruno e Marrone dos emos.
E é somente isso que nos resta? Quarto ou bar? Ficar longe de todas as pessoas do mundo? Sim, a vida é uma droga, responde o depressivo. Não, a vida é bela, responde o efusivo. Nessas horas eu paro pra pensar, respiro bem fundo e digo, com o peito aberto…
Foda-se, se tudo mais der errado eu viro hippie.