Inutilidade Pública

27 11 2007

Deus tem senso de humor

Estava eu acessando o Globo.com, na incessante procura por algo legal a se comentar (mentira, queria mesmo uma reportagem idiota para, como dizem no interior, “desancar o côro”. sic, sic, sic, sic…). Uma boa maneira de tirar o estresse de uma prova fudida vindoura.

Eis então que me deparo com a seguinte manchete:

Em almoço com Nicole, Paris Hilton mostra a calcinha

Paris Hilton é uma cadela… Patricinha E cadela… Agora, eu me pergunto: qual a novidade disto? Seria a mesma coisa que dizer que Richarlyson é viado ou que o Brasil não tem a mínima condição de sediar a Copa do Mundo.

Por que motivo, razão ou circunstância os jornalistas não usam o tempo que têm de trabalho e fazem algo produtivo, como falar dos gnus?

Olhe para a foto de um gnu. Vai dizer que ele não é um “bichinho bonitinho”? Se o ornitorrinco é a prova de que Deus tem senso de humor, o gnu é a prova de que ele participa de stand up comedy toda terça-feira.





Um pouco de capitalismo

25 11 2007

iPOD é para fracos

Em breve: Mc Hatter’s, Hatter King, Mad Cola





É disseram que o computador acabaria com a arte

24 11 2007

open your eyes

Esse post eu arranjei no Favoritos, da Luiza Voll, um blog bastante bacana, que vasculha curiosidades do mundo da internet, sempre com aquele olhar mais detalhista que toda mulher tem.

Ela indicou esse site, o Smashing Magazine, que traz diversas ilustrações de feras, como os inglêses Neil Duerden e Mcfaul e os brasileiros Raquel Falkenbach. As imagens são um senhor “banho de água fria” para aquelas pessoas que dizem que o computador limita a criatividade. As ilustrações das páginas levam a links dos artistas ou dos estúdios produtores. Muito bom mesmo.

 A imagem que ilustra este post é de Alex Cherry. O novo cabeçário do blog também. Podem visitar o perfil dele no DevianART clicando no aqui. no aqui passado.





E o Rubinho?

24 11 2007

é devagar, é devagar...

Amanhã, em Florianópolis, será realizada uma corrida beneficente de carros. Entre os pilotos estarão Nelsinho Piquet, da Renault, que vai largar na pole position, Massa, que sai em terceiro, Schumacher, que largará em quarto e Rubinho, que largará apenas em sétimo lugar.

…..

CULPE O CARRO AGORA, RUBINHO! CULPE!





Bad day?

24 11 2007

patos!

Não existe nada que dê mais nos nervos que uma pesada rotina de trabalho. Se o ambiente (leia-se, pessoas) não colabora (leia-se, são uns malas), é inevitável que a pessoa exploda.

 

A música é Bad Day, de Daniel Powter. Caso alguém queira baixá-la, consegui um link no 4shared. clique AQUI.





Amy Winehouse mata Hamster com overdose

23 11 2007

back to blak... blak e white, white horse, Logan...

Essa notícia eu copiei descaradamente do Globo.com, inclusive com o erro no nome da cantora:

Amy Whinehouse, a cantora que já tem uma ligação nada boa com álcool e drogas, acaba de ganhar mais uma acusação na sua lista: a de matar Georgie Porgie, um pobre e indefeso hamster. O músico Peter Pepper, dono do animal e amigo de Amy, diz que provavelmente o animal morreu de overdose de crack.

 ….

Um minuto de silêncio para o Hamster. Hoje ele está sentado à direita de Jah, fumando uma com Bob Marley. E o que a famosa marmota teria a dizer sobre isso?

Exatamente o que eu pensei.





Explicando MUN’s para Indies

22 11 2007

Perto da Interpol, o BOPE é Jardim de infancia

MUN’s, ou MNU’s, ou Modelos das Nações Unidas são simulações que, a princípio, eram de órgãos das Nações Unidas. Hoje, temos espalhadas pelo país (Natal, Fortaleza, São Paulo, Minas…) e pelo mundo (EUA, Inglaterra…), simulando de tudo, de Tribunal Penal Internacional a Liga dos Estados Árabes. É meio difícil explicar o que é um Modelo, já que ele vai além disso. São amigos que se conquista, lugares que se conhece e pontos de vista que são ensinados.

Bem, a banda The Decemberists conseguiu explicar um pouco o que é um Modelo. Versão indie, lógico. Com vocês, Sixteen Military Wives.





Não terás pensamentos maldosos com as manchetes dos outros

20 11 2007

Mais uma carinha bonita na mdia.

Segundo um amigo meu, que faz jornalismo, existem matérias tão idiotas, mas tão idiotas, que os repórteres ou têm vergonha de redigí-las ou preguiça, e aí sobre para o pobre do estagiário. Segundo ele, a vingança vem na forma de legendas de fotos ou manchetes sacanas.

 Agora, vejamos esta manchete da coluna de esportes do Globo.com: Sósia de Gaúcho enche o bolso e atiça a mulherada. Vejamos então a cara do cidadão….

 Decididamente, esta não é uma manchete sacana de algum estagiário.





Across the Universe

20 11 2007

All you need is love

Como supor que um filme é perfeito se nem mesmo ele chegou às telonas? Se ele tiver alguma música dos Beatles na trilha sonora, já é provável que ele seja bom. E se o repertório dos Beatles for o filme?

 Across the universe é uma produção americana que estreou em terras ianques no início de setembro. Aqui no Brasil, a data programada para sua estréia é 07 de dezembro. É um musical que se passa nos anos 60, onde, junto com o protagonista (Jim Sturgess, saído das séries de TV), Jude (hey jude, don’t make it bad...), namorado de Lucy (hã,hã? Lucy, sacaram?) onde somos bombardeados pela cultura hippie, guerra do Vietnã e, lógico, quilos e quilos de Beatles.

 Não, ainda não assisti ao filme. Só acompanhei os trailers. Mas o que podemos esperar por um musical dos Beatles, com Bono Vox do U2 cantando I am the Walrus e Lucy in the sky with diamonds? E, ainda por cima, quando elenco e diretora (Julie Taymor, de Frida) dizem que tudo que queriam era fazer uma declaração de amor aos quatro rapazes de Liverpool?

 Como diz uma amiga minha, eles são os Beatles, até marcianos gostam dos Beatles.

 





O melancólico sonho e a alegre morte

19 11 2007

Sandman e morte

Na década de 30 foi criado o personagem Sandman. Este era Wesley Dodds, um detetive que havia sonhado com um estranho ser, que lhe teria convencido a combater o crime. Ele o fazia usando uma máscara de gás e pistolas com soníferos, usando o nome de um personagem infantil, aqui no Brasil conhecido como João Pestana, ou João do saco, que faria as crianças dormirem com areia (daí seu nome original, o “homem da areia”). Wesley, que chegou a fazer parte da Sociedade da Justiça ao lado do Lanterna Verde e do primeiro Flash, acreditava ter feito contado com este mítico ser.

Veio então a década de oitenta, quando houve o que muitos chamam de “Invasão Britânica” na DC comics. Na trilha do sucesso de Alan Moore, muitos de seus compatriotas, escritores cults como ele, foram convidados pela editora. Nomes hoje famosos como Grant Morrison e Neil Gaiman eram esses jovens, desconhecidos e promissores escritores. Após escrever uma mini-série para uma personagem igualmente desconhecida, a Orquídea Negra, e fazer enorme sucesso de crítica e público, Gaiman recebeu a incumbência de revitalizar este antigo personagem da Era de Ouro para a Vertigo, o selo adulto da DC comics. Porém, ele lembrou de seu sangue bretão e fez as coisas um pouco além do que se esperava. Ainda bem.

Publicadas de 1988 a 1996, as 75 edições da serie regular (mais as mini-séries) exploraram não Wesley Dodds, mas o homem de sua visão, Sandman, também conhecido como Morpheus. Ele é um dos Perpétuos, seres místicos mais velhos que a própria humanidade, guardiões de aspectos importantes do universo. Desta forma, Sandman é o mestre do Sonhar, a terra dos sonhos, e vela pelo sono dos homens. Seu irmão mais velho é o Destino, justamente o primeiro dos Perpétuos a alcançar o homem, por lhe guia os passos. Há ainda Desejo, Destruição, Delírio, Desespero e Morte, a mais carismática deles, freqüentadora assídua das histórias de seu irmão.

A Morte de Gaiman, aliás, é uma personagem incrível. Vestida como as garotas góticas do fim dos anos oitenta, ela é completamente bem humorada, amorosa e carismática. Ao contrário da maioria dos artistas e filósofos, Gaiman não tem medo da morte, e nos faz perde-lo também. Já que a morte é inevitável, por que encará-la de forma melancólica? O segredo é aproveitar bem os anos antes que ela aconteça, ele diz.

No Brasil, Sandman já foi publicado por várias editoras. A pouco tempo, estava nas mãos da Editora Devir, que, apesar do ótimo trabalho gráfico, praticava preços bem abusivos. Recentemente, porém, a Editora Pixel assumiu os direitos de publicar todo o conteúdo da Vertigo, incluindo aí a obra-prima de Gaiman. A Pixel, em suas últimas publicações do gênero, vem demonstrando que pode tratar esta série como ela merece: edições bem feitas e preços amigáveis. Embora não tenha havido ainda algum comunicado oficial da editora, esperemos por esta pequena fábula moderna. Esta é a oportunidade perfeita pra o público em geral conhecer o que são quadrinhos de verdade, e deixar de pensar que a péssima série mensal dos X-men é tudo o que a nona arte tem para oferecer.